Saltar para o conteúdo
Lança-livros

Novidades editoriais portuguesas, semana a semana

Capa de Seis estudos sobre a dramaturgia neorrealista de Alves Redol, Avelino Cunhal, Bernardo Santareno, Luís de Sttau Monteiro, Luiz Francisco Rebello e Romeu Correia

Seis estudos sobre a dramaturgia neorrealista de Alves Redol, Avelino Cunhal, Bernardo Santareno, Luís de Sttau Monteiro, Luiz Francisco Rebello e Romeu Correia

Domingos Lobo

Âncora · 2026

Onde comprar

Livro

Preços verificados a 11/10/2026. O preço final é o da livraria.

Ler gratuitamente

BiblioLED: empréstimo gratuito de eBooks e audiolivros com o cartão da sua biblioteca municipal.

Procurar na BiblioLED

Nem todos os livros estão disponíveis em todas as regiões.

Bibliotecas municipais

Este livro reúne seis ensaios dedicados a dramaturgos e obras da esfera neorrealista portuguesa. Estes ensaios consistem na transposição para texto, com enquadramentos aprofundados, das seis lições que compuseram o curso "Dramaturgia neorrealista: seis dramaturgos - seis peças", integrado na programação da exposição Espelhos de ver por dentro: o teatro no neorrealismo português, patente no Museu do Neo-Realismo entre 29 de novembro de 2025 e 26 de abril de 2026, com curadoria de Miguel Falcão, direção de arte de Artur Pinheiro e design gráfico de Inês Ferreira.

Para este livro, na sequência da estrutura concebida inicialmente para o curso, foram escolhidos seis dramaturgos que, embora situados na mundividência marxista, estabeleceram relações diferentes com o neorrealismo português. Alves Redol, Avelino Cunhal e Romeu Correia foram sendo considerados unanimemente pela crítica como alguns dos mais representativos dramaturgos neorrealistas. Luiz Francisco Rebello, Luís de Sttau Monteiro e Bernardo Santareno estabeleceram aproximações temáticas e formais ao neorrealismo em diferentes fases dos seus percursos como dramaturgos.

Ler mais

Os seis estudos, cada um constituindo um capítulo, são ordenados cronologicamente tendo em conta a data da primeira apresentação pública - através de publicação ou de espetáculo - das peças em destaque. O movimento neorrealista português afirmou-se em Portugal durante o Estado Novo como reação cultural e ideológica ao regime salazarista, tendo em conta os pontos de vista de uma geração que, embora geograficamente dispersa, se aproximava e reconhecia na mundividência marxista.

Algumas leituras, talvez lineares, deste movimento têm-se limitado a enfatizar, por um lado, a oposição - mais aparente do que efetiva - entre os neorrealistas e o grupo da Presença, tendo

em conta os debates estéticos que protagonizaram sobre binómios como arte útil/arte social, e, por outro lado, a ideia de que o neorrealismo português seria uma reprodução do realismo

socialista. Todavia, também na área do teatro, o contacto desde cedo com modelos europeus, em parte proporcionado pela Presença, criou nos neorrealistas a permeabilidade a diversificadas

possibilidades formais e uma resistência natural aos rigores da estética soviética.

O neorrealismo português, em geral, e o teatro produzido no seu âmbito, em particular, continuam a carecer de mais, e mais aprofundada, investigação. Esta obra é, nesse sentido, um novo contributo. Alguns consideram a dramaturgia neorrealista datada. Outros veem-na estigmatizada, pela matriz ideológica a que está vinculada. Aos investigadores cumpre a tarefa do seu estudo e da sua divulgação. Aos criadores artísticos de cada época caberá a responsabilidade de procurarem, nos (/para os) textos, os sinais e os processos que os façam fluir ao ritmo do seu tempo.

Sinopse: Wook

ISBN
978-989-591-047-2
Editora
Âncora
Ano
2026
Categoria
Literatura · Teatro
Formato
189 p., il., 23 cm
Colaboração
Miguel Falcão
Preço
14,40 €

Mais de Literatura nesta semana